Urbanismo/Urbanism – O projeto da High Line em Nova York/ The New York High Line plan


77 anos atrás, a Estrada de Ferro Central de Nova York construiu aproximadamente 3,2 km de ferrovia elevada para transportar carga no lado oeste de Manhattan. Esta linha percorria 22 quadras da cidade, passava no interior de edifícios de 2 fábricas e terminava nas proximidades da Rua 35. Ela foi parcialmente demolida em 1960 e a partir de 80 deixou de ser usada. Em 2001 o ex-prefeito de NY, Rudy Guiliani, tentou demoli-la, mas ação da comunidade, agrupada numa organização sem fins lucrativos, denominada “Friends of High Line“, conseguiu impedir essa ação. Em abril de 2006 o novo prefeito, Michael Bloomberg, deu início a reurbanização do que restou da antiga linha.

77 years ago, the New York Central Railroad constructed a nearly 2 mile (3,2 km) stretch of elevated railroad tracks to shuttle freight up and down Manhattan’s lower west side. This elevated line, spanning 22 city blocks, literally passed through 2 factory buildings as it wound its way uptown to end near 35th street. Partially demolished in the 1960′s, it was unused since 1980. In 2001, former Mayor Rudy Guiliani attempted to proceed with demolition, but “Friends of High Line“, a community-based non-profit organization, could avoid this action. In April 2006, an opening ceremony marked the start of the old line renewal.

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acima, em verde, a linha que vem sendo revitalizada/ above the high line in green

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A revitalização tem por objetivo transformar a antiga linha em um parque urbano. Os trabalhos estão sendo pagos pelo poder público e com doações de particulares. Os fundos municipais, estaduais e federais colocaram 120 milhões de dólares no projeto, que foi orçado em 170 milhões. O restante teve que ser buscado pela Friends of the High Line, que já conseguiu 20 milhões em doações.

O projeto propôs um parque com extensão de 2,4 km, e a primeira metade deverá ser inaugurada na primavera (hemisfério norte) de 2008. O restante se espera estar terminado em 2009.

The plan intended to turn the old line on an urban park. The works have been paying by City, state and federal funds, and by private benefactors. The public funds account for $ 120 million of the project’s $ 170 million price tag. Friends of the High Line has managed to raise the other $ 50 million and until now they raised $20 million.

The design dealt with a 1 1/2 mile (2,4 km) park long and the first half of that is on track to open in the north hemisphere fall of 2008. The second phase will probably finish by 2009.

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4 princípios guiaram o projeto, “manter o local simples, mantê-lo silencioso, mantê-lo com aspecto selvagem e mantê-lo voltado para a contemplação” disse a equipe de projeto, liderada por Diller Scofidio +Renfro. A idéia foi manter uma atmosfera já existente, e a vegetação que lá cresceu espontaneamente.

O projeto incorpora no belvedere existente vários tipos de vegetação. Um deck de madeira está sendo colocado no local onde os trilhos foram retirados, e isso permitirá que a grama cresça em suas bordas, dando ao parque uma feição de não ter sido planejado, próxima a existente quando ele estava abandonado.

4 principles guide the plan, “keep it simple, keep it quiet, keep it wild, keep it slow”, sai the design team headed by Diller Scofidio + Renfro. The idea is keeping there the wild plants which colonized it.

The design encorporates the elevated promenade with various types of vegetation. A planking will hint at the removed train tracks and allows grasses to grow up between the boards, giving the park a wild, otherworldly feel reminiscent of its abandoned state.

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vista do local com a vegetação que cresceu espontaneamente/ local view with the wild vegetation which grew up spontaneously

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o projeto/the design

Quando estiver pronto, os usuários terão acesso ao parque por escadas e elevadores. Espelhos d’água, solários e belvederes em vários pontos, como sob o Rio Hudson, complementarão o caminho de madeira colocado no local onde estavam os trilhos.

Algumas decisões já foram tomadas visando manter o local como um santuário e local de descanso: cachorros serão permitidos, mas bicicletas e patins só poderão ser usados no nível da rua. A iluminação será continua e difusa, e os acessos serão limitados, para evitar que o parque fique superlotado.

When it will be completed, visitors will ascend by stairs or escalators. Along its route the park includes floating ponds, sundecks and lookout spots, over the Hudson River for example, compliment the wooden board paths laid along the path of the old train track.

Same decisions favor sanctuary and relaxation have been taking: dogs will be welcomed, but not rollerblades and bicycles. They will have to stay at the street level. The lighting scheme will be a continuous, eerie glow. Access points will be limited for crowd control.

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abaixo, outra vista da linha em seu estado atual/ above, other view of the line in its nowadays aspect
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9 comentários sobre “Urbanismo/Urbanism – O projeto da High Line em Nova York/ The New York High Line plan

  1. Pingback: Nós e nossas cidades | THE URBAN EARTH

  2. Pingback: Requalificação da Paisagem Nova York projeto de Diller Scofidio+Renfro | Arquitetura de Paisagem

  3. Sou arquiteta e designer e interiores e fui visitar o parque em uma visita que fiz a minha filha que fez uma curso de ballet na cidade e estava hospedada muito próximo do local.
    É realmente muito agradável e belíssimo o skyline da cidade é perfeito e completo.
    Ver que opções muito mais inteligentes que simplesmente derrubar tudo, foi fantástico…
    Os apartamentos da redondeza tem um visual previlegiado!!

  4. O projecto não é liderado por Diller Scofidio + Renfro (arquitectura) mas sim por James Corner Field Operations (paisagismo, desenho urbano) . É necessario entender que existem projectos, cujos contratos não são celebrados por Arquitectos mas sim por Paisagistas. Este reconhecimento valoriza a importância da disciplina bem como reforça o seu valor estratégico no desenvolvimento de políticas/design de sustentabilidade, reconversão de paisagens pós-industriais, qualidade de vida dos residentes e cidades e desenvolvimento económico.

  5. Estive visitando o High Line Park (com minha filha é é estudante da FAU e que deu a dica) e realmente fiquei surpreso com tudo. A idéia é perfeita, o lugar é lindo.
    Realmente dá inveja …

  6. Os pressupostos defendidos no livro de James Corner são há muito defendidos por Gonçalo Ribeiro Telles, o Pai da Arquitectura Paisagista em Portugal. O urbanismo da paisagem, traduzido desta forma, pode ser visto como uma prática que pressupõe uma forte ligação entre os vários sistemas que compõem a paisagem bem como um respeito profundo pelo lugar onde se desenvolve a intervenção.

    Por um lado, a preservação de elementos de memória ou património, antigas fábricas, caminhos de ferro e outras estruturas de produção industrial, que coexistem inactivas na nossa realidade.

    Por outro lado, a utilização de elementos vegetais autóctones (adaptados ao lugar em questão), garantindo assim o seu sucesso e o aspecto de “lugar perdido no tempo”.

    Mais do que estas questões este tipo de urbanismo contempla a adequação das características do solo ao tipo de uso para o qual apresentam maior aptidão (contemplar usos múltiplos). São principios gerais na arquitectura paisagista portuguesa, referenciados com palavras inglesas muito bonitas mas que nao significam mais do que aquilo que são.

    Parabens pelo site e por esta oportunidade. Continuo um admirador e crítico deste magnifico projecto que marcou o final da minha actividade académica enquanto aluno.

    Cumprimentos
    Miguel Pereira, Arq. Paisagista.

  7. Para um país onde a vegetação se desenvolve frondosa com facilidade é fácil perceber a estética e os princípios do designado “Landscape Urbanism” de James Corner.

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